quinta-feira, 20 de junho de 2013

Figuras de linguagem na música

ATIVIDADE- O USO DAS FIGURAS DE LINGUAGEM NAS LETRAS DE MÚSICAS

Jorge e Mateus

01.  Como uma abelha pousa numa flor
Mansa, você chegou me dando amor
Como uma abelha ferroou meu coração
Deixou saudades e o veneno da paixão
(Abelha (part. João Bosco & Vinicius)

02.  Tudo ou nada,
Você tem que parar pra pensar
Se comigo você quer ficar, ou não, a decisão é sua.”  (Agora é tudo ou nada)


03.  ”A outra metade é defeito
Você vai saber de qualquer jeito
Anjo ou animal, suave ou fatal” (Duas metades)

04.  “Mesmo que o sol se apague e venha a lua te trazer de volta aos sonhos meus
Pode passar mil anos você vai me amar”
E eu vou ser pra sempre seu” (Mil anos)

05.  Se eu puder me controlar ganhar seu coração
Viajaria o mundo inteiro para te ter nas mãos
(“Meu coração pede carona” – João Neto e Frederico)

06.  Me pediu pra te esquecer, me abandonou, diz que é pra valer
Deixando em pedaços o meu coração que já não aguenta essa tal solidão
(“chora, peito chora” – João Bosco e Vinícius)

07.  Chora, me liga, implora
Pelo meu amor (Chora, me liga – João Bosco e Vinícius)

08.  Você é um anjo de vidro
Alguém que eu preciso. (anjo de vidro – Hugo Pena e Gabriel)

09.  Meu coração chorou, chorou, chorou, chorou de solidão
Sofrendo por ela, chorando por ela, louco de paixão (“Meu coração chorou”)

10.  Eu te amo!
É paixão que não tem fim
Dou a vida por um beijo
Quero ter você prá mim... (“Dou a vida por um beijo”)

11.  Se for preciso eu dou
Um giro no planeta
Nas asas de um avião
Na cauda de um cometa
Faço de tudo pra sair
Da solidão, e ter você de novo
No meu coração. (“Quando chega a noite” – Luan Santana)



12.  Ex Mai Love”
Meu amor era verdadeiro,
O teu era pirata
O meu amor era ouro
E o teu não passava de um pedaço de lata
Meu amor era rio
E o teu não formava uma fina cascata
O meu amor era de raça
E o teu simplesmente um vira-lata

13.  Entre o bem e o mal a linha é tênue meu bem
Entre o amor e o ódio a linha é tênue também
Quando o desprezo a gente muito preza
Na vera o que despreza é o que se dá valor
Falta descobrir a qual desses dois lados convém
Sua tremenda energia para tanto desdém
Ou me odeia descaradamente
Ou disfarçadamente me tem amor

http://www.vagalume.com.br/amor-eterno-amor/linha-tenue-maria-gadu.html#ixzz2609McqNe

14.         Sou do sim... sou do não
Sou de ir... as vezes não vou não
Tão perto... e tão longe!

http://www.vagalume.com.br/amor-eterno-amor/geminiano-lan-lan.html#ixzz260AMD2Gh


segunda-feira, 17 de junho de 2013

SEQUÊNCIA DIDÁTICA - CONTO: PAUSA - CRISTINA AMÉLIA

ESTUDO DO TEXTO
“PAUSA” Moacyr Scliar
 ANTES DA LEITURA
1  O que o título do texto lhe sugere?
2    O que vocês esperam de um texto com o título Pausa?
3    O que vocês sabem do autor?
4    Onde o texto foi publicado? Que gênero textual é esse?
5    Quem seria o leitor alvo desse tipo?
TEXTO: CIRCUITO FECHADO
Chinelo, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoadura, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapo. Quadros. Pasta, carro. Mesa e poltrona, cadeira, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, bloco de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, telefone. Bandeja, xícara pequena. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vale, cheques, memorando, bilhetes, telefone, papéis. Relógio, mesa, cavalete, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, bloco de papel, caneta, projetor de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeira, copo, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, telefone, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesas, cadeiras, prato, talheres,copos, guardanapos. Xícaras. Poltrona, livro. Televisor, poltrona. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, chinelos. Vaso, descarga, pia, água, escova, creme dental, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
Ricardo Ramos. Circuito fechado: contos, 1978. 
  • Música : Cotidiano de Chico Buarque
Cotidiano – Chico Buarque


Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.
Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.
Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.
Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.
Todo dia ela faz tudo sempre igual: 
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.
Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.
DURANTE A LEITURA
2-Leitura pausada, com o objetivo de chamar a atenção dos alunos para a narrativa.
a)O que a fala da mulher sugere no texto?
b) Você acredita que o homem realmente vai trabalhar? Justifique sua resposta.
APÓS A LEITURA
3 – Na sua opinião, por que o homem saía de casa todo domingo?
4 – Leitura silenciosa e levantamento de vocabulário.
5 – Que tipo de narrador o texto apresenta?
6 – Descrição das personagens a partir das pistas fornecidas pelo texto.
7 – Qual a relação do texto lido com a música “cotidiano”, de Chico Buarque.
8 – A situação apresentada na história poderia ser baseada em fatos reais? Por quê?
9 – Você gostou do texto? Por quê?
 10 – Em grupos faça uma dramatização do texto lido.

domingo, 16 de junho de 2013

SEQUÊNCIA DIDÁTICA: CONTO: PAUSA - MOACIR SCLYAR

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM
CONTO: PAUSA DE MOACYR SCLIAR
 1.    Público alvo: 8ª série/9º ano
2.     Objetivo:
  • Reconhecimento da tipologia narrativa, com ênfase no gênero conto;
  • Explorar, desenvolver e ampliar capacidades de leitura
 3.     Conteúdos:
  • elementos da narrativa (personagem, tempo, espaço, enredo)
  • leitura de narrativas..  
 4. Competências e habilidades:
  •  Inferir elementos da narrativa,
  •  Reconhecer elementos da narrativa,
  • Analisar características do conto
  • Desenvolver competência leitora.
5. Estratégias: análise e comparação  do conto em diferentes mídias :
  • Filme Click (EUA, 2006). Michael Newman (Adam Sandler) é casado com Donna (Kate Beckinsale), com que tem Ben (Joseph Castanon) e Samantha (Tatum McCann) como filhos. Michael tem tido dificuldades em ver os filhos, já que tem feito serão no escritório de arquitetura em que trabalha no intuito de chamar a atenção de seu chefe (David Hasselhoff). Um dia, exausto devido ao trabalho, Michael tem dificuldades em encontrar qual dos controles remotos de sua casa liga a televisão. Decidido a acabar com o problema, ele resolve comprar um controle remoto que seja universal, ou seja, que funcione para todos os aparelhos eletrônicos que sua casa possui. Ao chegar à loja Cama, Banho & Além ele encontra um funcionário excêntrico chamado Morty (Christopher Walken), que lhe dá um controle remoto experimental o qual garante que irá mudar sua vida. Michael aceita a oferta e logo descobre que ela realmente é bastante prática, já que coordena todos os aparelhos. Porém Michael logo descobre que o controle tem ainda outras funções, como abafar o som dos latidos de seu cachorro e também adiantar os fatos de sua própria vida.
  • Conto Circuito Fechado, de (Ricardo Ramos), fazendo intervenções por meio de estratégias de leitura.
TEXTO: CIRCUITO FECHADO
Chinelo, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoadura, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapo. Quadros. Pasta, carro. Mesa e poltrona, cadeira, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, bloco de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, telefone. Bandeja, xícara pequena. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vale, cheques, memorando, bilhetes, telefone, papéis. Relógio, mesa, cavalete, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, bloco de papel, caneta, projetor de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeira, copo, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, telefone, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesas, cadeiras, prato, talheres,copos, guardanapos. Xícaras. Poltrona, livro. Televisor, poltrona. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, chinelos. Vaso, descarga, pia, água, escova, creme dental, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
  • Música : Cotidiano de Chico Buarque 
Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.

Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.

Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.

Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.

Todo dia ela faz tudo sempre igual: 
Me sacode às seis horas da manhã,

Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.

Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.


6. Recursos: Caderno do professor, livro didático, internet, áudio e vídeo. 
7. Avaliação: Leitura e análise de contos, usando questões que contemplem as estratégias de leitura, segundo Roxane Rojo.

8. Comparação com outra mídia: leituras variadas de O Pensador de Rodin. Intertextualidade com a pausa para pensar. Por que precisamos dessa pausa para pensar, para refletir? Por que o homem sente essa necessidade?
www.google.com.br
9. Questões para serem trabalhadas com os alunos:
ANTES DA LEITURA
a)    O que vocês entendem como pausa?
b)    O que vocês esperam de um texto com o título Pausa?
c)    O que vocês sabem do autor?

Escritor e médico, Moacyr Jaime Scliar nasceu no dia 23 de março de 1937, no bairro do Bom Fim, Porto Alegre, e faleceu no dia 27 de fevereiro de 2011, aos 73 anos de idade. Em toda sua vida trabalhou como médico e escritor  e publicou cerca de 80 livros. 
Moacyr Scliar era casado com Judith, com teve um único filho. Scliar era descendente de russos, seus pais eram da Bessarábia e chegaram no Brasil em 1904. Scliar se formou em Medicina pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), tornou-se especialista em Saúde Pública, concluiu doutorado em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública.

Em 1962, lançou o seu primeiro livro, “Histórias de médico em formação”, composto por contos inspirados em suas experiências de estudante. Em 1968, publicou “O carnaval dos animais”, sua primeira obra verdadeiramente literária.
Dentre suas obras destacam-se “O Exército de um homem só”, “A estranha nação de Rafael Mendes” e “O centauro no jardim”. Escreveu artigos para os jornais Zero Hora e Folha de São Paulo. Foi eleito como membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) no ano de 2003. Recebeu o prêmio Jabuti três vezes.
O primeiro prêmio Jabuti foi recebido em 1988, pela obra “O Olho Enigmático”; em 1993, recebeu o segundo, pela obra Sonhos Tropicais”, ambos na categoria melhor romance; e, em 2009, com a obra “Manual da Paixão Solitária”, na categoria de livro do ano.
Em 1980, já havia recebido o prêmio de literatura da APCA, pela obra “O Centauro no Jardim”. Em seus livros há sempre a abordagem de temas médicos, sociais e sobre o judaísmo no Brasil. Seus livros foram traduzidos para doze idiomas.
(...)
A relatar a imigração judaica no Brasil, a obra “O Centauro no Jardim” foi considerado como um dos melhores livros sobre o tema nos últimos tempos pelo  National Yiddish Book Center. O escritor faleceu no dia 27 de fevereiro, no Hospital de Clínicas em Porto Alegre, vítima de um AVC (acidente vascular cerebral), o falecimento foi em decorrência de falência múltipla dos órgãos.
Fontes:
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/02/moacyr-scliar-e-enterrado-em-porto-alegre.html
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/881692-morre-aos-73-anos-o-escritor-gaucho-moacyr-scliar.shtml
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/agenciaestado/2011/02/27/morre-aos-73-anos-o-escritor-moacyr-scliar.jhtm
d)    Onde o texto foi publicado? Que gênero textual é esse?
e)    Quem seria o público-alvo desse tipo de texto?

DURANTE A LEITURA 
       Depois da leitura de alguns parágrafos do texto, perguntar:
a)    Quem são as personagens?
b)    O autor apresenta características físicas e psicológicas das personagens? Quais?
c)    Quanto tempo dura a narrativa?
d)    A história se passa no tempo atual? Que referências encontramos no texto para justificar essa leitura?
e)    Diante do comportamento da mulher de Samuel, haveria uma suposta rejeição por parte do marido por ela ser mal humorada ou por ser desleixada?
f)     Qual é o tema do texto?
g)    Quais os adjetivos utilizados pelo autor para caracterizar os personagens e o espaço?
h)    Como interpretar a frase “O conjunto era uma máscara escura” no 3º parágrafo e “Aqui, meu bem! – uma gritou, e riu; um cacarejo curto.” no 17º parágrafo?
i)      Por que Samuel se refugia em um hotel pequeno e sujo todos os domingos para dormir?
j)      Por mais que Samuel tente se isolar do mundo real, que atitudes são características da rotina do seu dia-a-dia?
k)    Como é o sono de Samuel?
l)      O título do texto sugere uma interrupção na rapidez com que as coisas acontecem na vida de Samuel. Que objetos, atitudes, situações ou sentimentos deixam claro essa pausa na vida dele?
m)  Em que trecho do texto podemos perceber que a rapidez invadiu e mecanizou o cotidiano de Samuel?
n)    Que recurso linguístico o autor usa para mostrar a velocidade das ações do personagem?
o)    Por que Samuel muda de nome?

10. Referências bibliográficas:
BUARQUE, Chico. (1999) Cotidiano in Chico e as Cidades. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=FB4IaqWITB8  Acessado em 23/05/2013 às 12:15.
MARINHO, América A. C. & Silva, Zoraide I. Faustinoni da; Trabalho Diversificado – adaptado para o curso “Melhor ensino, melhor gestão” pela equipe de Língua Portuguesa.
RAMOS, Ricardo. Circuito fechado: contos, 1978. Disponível em: http://elizabethlauzin.blogspot.com.br/2008/04/texto-circuito-fechado.html Acessado em 23/05/2013 às 12:00.
ROJO, R.m H. R. (2002) A concepção de leitor e produtor de textos nos PCN´s: “Ler é melhor que estudar”. In: M. T. A. Freitas & S. R. Costa (orgs) Leitura e Escrita na Formação de Professores, pp. 31-52. SP: Musa/UFJF/INEP-COMPED.
SCLIAR, Moacyr. Pausa. Disponível em: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070504161711AAZxr0Acessado em 26/04/2013.
11. Sugestões adicionais
  • Visita à sala de leitura da escola para conhecer outros textos do escritor objetivando o incentivo à leitura.
  • Leitura dramatizada deste texto e outros que os alunos gostarem.
  • Produção de cartazes divulgando o escritor e suas obras.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Daniela Pereira e seu depoimento sobre a leitura

A minha relação com a leitura começou muito cedo. Minha mãe assinava uma coleção chamada: Circulo do Livro, todo mês recebíamos vários livros. Mesmo antes de aprender a ler, eu já os folheava com muita vontade de saber o que estava escrito. Depois veio o período escolar, eu adorava receber o material no começo do ano, eles eram os melhores presentes que eu poderia ganhar. Apesar da minha família não ser de leitores, eles sempre incentivaram a leitura. Com treze anos eu li o “O diário de Anne Frank”, foi uma experiência incrível e indescritível ao mesmo tempo, reuniu vários sentimentos, que no caso foram despertados através do envolvimento com a história. A leitura transformou a minha vida e sempre digo isso aos meus alunos, fui uma criança como eles, sem oportunidade de lazer e de cultura. Mas com um livro nas mãos podemos ir muito longe. Os benefícios da leitura na minha vida foram muito significativos principalmente na época do vestibular e da faculdade, a leitura que era difícil e chata para os meus amigos, para mim era um momento único de satisfação e prazer. Atualmente sinto muito por não poder ler tanto como antes.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Depoimento de Leitura CRISTINA AMÉLIA DE LIMA DE SANT ANNA






        O incentivo à leitura para mim também começou na infância,minha mãe comprava livros,revistas 
sempre tinha algo novo para ler.Outro fato que marcou muito foi os programas de rádio: os noticiários, 
o momento das histórias.Esses horários eram sagrados,deixava tudo para ouvi-las.
         Eu também era fascinada pelas histórias de meu avô.Ele morava numa fazenda um pouco distante
de minha casa e,à noite,eu e minha família íamos até lá para ouvir as histórias que nos faziam rir  e
outras que nos deixavam impressionadas.Esses fatos me despertaram o gosto pela leitura.
Que tempo bom era aquele!

domingo, 9 de junho de 2013

Perfil

Meu nome é Daniela, tenho 25 anos e sou de Bragança Paulista SP. Atualmente moro em Assis. Formei-me em Letras pela UNESP em dezembro de 2012. No mês de abril completei um ano como professora na Rede Estadual, e a cada dia que passa encontro um novo desafio. A sala de aula não é nada fácil, mas não podemos desanimar. Na faculdade adquiri o gosto pela literatura brasileira, e o livro que eu acho que representa nosso país e a nossa cultura é O Cortiço, de Aluísio de Azevedo. Nas horas livres gosto de apreciar uma boa comida, de preferência uma massa! E pra terminar, vou usar um pouco do otimismo que ainda me resta para dizer que eu ainda acredito na Educação, só ela tem o poder de transformar as pessoas.
            "SE NÃO SABES, APRENDE. SE JÁ SABES, ENSINA" (Confúcio)  
                         

quinta-feira, 6 de junho de 2013

"RETRATO'" - CECÍLIA MEIRELES


A atmosfera de dor existencial que emana dos poemas de Cecília Meireles é centrada na percepção de que tudo passa e de que o fluir do tempo dissolve as ilusões e os amores, o corpo e mesmo a memória. Um exemplo desta visão sofrida está no poema “retrato”. Quanto à forma poética, o texto, em parte, liga-se ao modernismo pela ausência de rimas, que confere uma fluidez mais coloquial à linguagem. No entanto, a estrofação regular (quatro versos) e a métrica, também regular (os versos maiores variam entre 8 e 9 sílabas, e os menores, com exceção do 4.º verso, têm 4 sílabas), indicam uma poesia vinculada ao tradicional ( resquícios da poesia simbolista). O poema explora a musicalidade através da aliteração do som nasal, sugerindo, neste caso, um lamento frente à situação presente.
Cecília Meireles, por ter seguido um caminho muito pessoal, não pode ser enquadrada em um movimento ou em uma estética determinados.  Seus versos, geralmente curtos, de conteúdo lírico tradicional e muito pessoal, têm raízes simbolistas e se caracterizam pela musicalidade, descritivismo e imagens sensoriais. Um dos pontos altos de sua obra é o romanceiro da inconfidência, que lhe custou pesquisas históricas e no qual, empregando o melhor de sua técnica, revela o seu amor à pátria, à liberdade, e a sua admiração pelos mártires da inconfidência mineira.